A formação da cultura sulista, mais precisamente a do Rio Grande do Sul, se inicia com os povoadores do território – índios, espanhóis, portugueses e também brasileiros de outras regiões. Dessa mistura de povos e proveniências, é que se produziu a figura do gaúcho, que foi aos poucos sendo transformado em um personagem cultural que sustenta o imaginário do Rio Grande.

Desde as suas origens, o gaúcho é um caçador de gados que se alimenta, basicamente, da carne de animais abatidos. Por isso, leva sempre uma faca, com a qual prepara a sua comida e remove o couro dos animais. Talvez por isso a faca seja um objeto tão simbólico e importante para a cultura gaúcha, assim como a bombacha, o lenço ou as alpargatas, sendo mesmo valorizada como um objeto de arte.

Mas para ser usada como um utensílio na alimentação ou na preparação de alimentos, alguns cuidados com esse objeto são necessários para manter a eficiência do corte. Pensando nisso, neste post reunimos o que de mais importante você precisa saber para cuidar e afiar bem a sua faca. Boa leitura!

 

Quais os cuidados necessários para manter a faca bem conservada?

Para manter a conservação das facas em dia, principalmente as de churrasco, três ações básicas são necessárias: limpeza, secagem e armazenagem em local apropriado e seco.

Depois do uso, as facas ficam logicamente sujas e engorduradas. Sendo assim, é necessário lavá-las bem – para isso, use uma esponja, água e detergente. Agora, se estiver muito engordurada – por exemplo, devido ao uso no churrasco –, repita o processo de lavagem pelo menos duas vezes e use água bem quente. Dê especial atenção àquele espaço entre o cabo e a lâmina, porque aí podem ficar acumulados restos de carne e gordura, o que pode levar à formação de uma crosta escura e pouco higiênica.

Depois dessa boa limpeza, basta secar bem a peça e guardá-la. Se estamos falando de uma faca de qualidade, nada de deixar o objeto jogado em qualquer lugar, até por razões de segurança. O ideal é colocar a faca dentro da bainha de modo a preservá-la das ações do tempo e pendurá-la em local seguro, longe de crianças.

 

Como afiar a faca?

Afiar a faca é outra tarefa que deve ser bem executada para que o objeto não perca o fio. Uma faca bem afiada deve cortar em dois movimentos: um de ida e outro de volta. Existem várias técnicas para obter esse resultado. Veja a seguir uma seleção das principais com base em quatro materiais: chaira, lima, pedra e lixa.

 

#1 Com a chaira

A chaira é um afiador de grande qualidade. Ela não retira material da lâmina, apenas endireita a faca para deixar o fio afiado. Usadas para diferentes tipos de facas, existem três tipos diferentes: a lisa, a estriada e a diamantada.

A faca para cortes de carne com osso é mais bem afiada com a chaira estriada. Já para carnes sem osso, a chaira lisa é suficiente. Por resultar em um corte ainda mais afiado, o modelo diamantado costuma ser usado apenas por profissionais, como açougueiros.

Para afiar uma faca usando uma chaira, siga o passo a passo:

1.º Segure a chaira verticalmente, de preferência sobre uma superfície antiderrapante e fixa.

2.º Posicione a faca num ângulo de 20º, com a sua ponta virada para baixo.

3.º Segure a faca num ângulo reto em relação à chaira e, em seguida, reduza esse ângulo pela metade (45º).

4.º Mova a lâmina alternadamente para a esquerda e direita, do punho até a ponta, repetidas vezes. Experimente o corte para verificar se a lâmina ficou de fato bem afiada. Pronto!

 

#2 Com a lima

Outra boa maneira para afiar superfícies metálicas em geral é usando uma lima. Vejamos o passo a passo:

1.º Apoie a faca numa superfície fixa.

2.º Deslize a lima por toda a lâmina da faca do punho até a ponta, repetidas vezes.

3.º Repita o mesmo processo do outro lado da lâmina. Experimente o corte para verificar se a lâmina ficou de fato bem afiada.

 

#3 Com uma pedra

A técnica de afiar faca na pedra é outra das mais usadas para quem precisa manter as facas afiadas para um bom corte. Vejamos o passo a passo.

1.º Molhe a pedra por uns 5 minutos ou mergulhe-a em um recipiente com água pelo mesmo período de tempo.

2.º Coloque a pedra numa superfície plana e segura.

3.º Deslize a faca no lado menos poroso da pedra, formando um ângulo de aproximadamente 30 graus;

4.º Repita o mesmo movimento dos dois lados da faca.  Testa para verificar se o corte ficou adequado.

 

#4 Com uma lixa

Note que a lixa costuma ser usada na finalização depois de afiar a faca na pedra. Contudo, caso você não tenha mais nada para afiar, somente a lixa, o corte não será tão bom, mas dá para “quebrar um galho”. Para isso:

1.ª Coloque a lixa acima de uma superfície plana e fixa.

2.º Desliza a faca pela lixa nos dois lados, várias vezes, até obter um bom corte.

 

Cuidados especiais

– Em todos processos – com a chaira, a lima, a pedra ou a lixa – não tenha pressa e repita o movimento quantas vezes necessário. Também não aplique muita força para não danificar a faca e, o que é pior, correr o risco de se machucar. Só assim você irá atingir o ponto ideal, com o fio o mais “reto” e cortante possível.

– Uma boa forma de testar o corte é deslizar a faca numa folha de papel – se cortou, é porque o fio está bom.

Por falar em facas, a Mateando tem uma seleção delas em modelos com corte  para churrasqueiro nenhum botar defeito! Vem espreitar as opções aqui.

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Roder Cypriano

Mateando

A tábua de cortar é uma companheira indispensável para todo churrasqueiro ou cozinheiro que se preze! Nas casas pelo Brasil afora, ela serve como base de preparação dos alimentos, seja para cortar, temperar e rechear carnes e peixes, cotar legumes ou montar um sanduíche. 

Trata-se de um utensílio muito antigo. Em sua forma mais rudimentar no passado, as pessoas usavam um pedaço de tronco de árvore com a superfície cortada na altura de uma mesa – era aí que se cortavam a carne e os demais alimentos. Uma alternativa era usar uma mesa com tampo de madeira ou uma pedra lisa.

Com o tempo, essas superfícies para o corte foram ganhando um formato portátil e se especializando. Atualmente, temos a tábua do pão, a tábua da carne, a tábua dos queijos etc., que são acompanhadas também por facas especializadas. Em relação aos materiais, as tábuas mais comuns podem ser de vidro, de plástico e de carne. A tábua de vidro, sendo uma superfície mais dura do que o aço, apresenta a desvantagem de fazer com que a faca perca o fio muito mais rapidamente. Além disso, ela é escorregadia e muita gente se irrita com o barulho produzido nela durante o corte. Já as tábuas de madeira são biodegradáveis e maciais, absorvendo o impacto do corte e não desgastando as facas.

Além disso, ao contrário do que muita gente pensa, esse tipo de superfície é mais higiênico do que o plástico. Uma pesquisa feita pela Universidade de California Davis, nos Estados Unidos, mostrou que as bactérias que penetram as tábuas de plásticos – por meio dos buracos feitos pelas facas – são mais difíceis de serem removidas durante a lavagem.  Já a madeira absorve a água, secando mais rapidamente, o que gera menor chances de sobrevivência para as bactérias. Ela conta ainda com agentes naturais antibióticos, que atacam o crescimento bacteriano.

Mas para potencializar o tempo de vida útil desse utensílio tão indispensável nas nossas cozinhas alguns cuidados são necessários. Quer saber quais? Então, vem com a gente porque neste post te contamos tudo o que você precisar sobre a manutenção da sua tábua!

 

#1 Primeiro uso

É importante selar a madeira antes do primeiro uso. Isso porque a superfície “crua” pode absorver o líquido das carnes e legumes começar a apodrecer.

Par selar a tábua, você vai precisar de óleo de cozinha e papel toalha. Despeje uma quantidade generosa de óleo em cima da madeira e, com a ajuda do papel toalha, espalhe bem o líquido por toda a superfície da tábua, dos dois lados. Deixe secar por 24 horas. No dia seguinte, retire o excesso de óleo que houver com papel toalha. Esse procedimento criará uma camada impermeável, essencial para evitar a penetração de líquidos. Pronto, a tábua está pronta para uso!

Você pode também usar óleo mineral, facilmente encontrado em farmácias e barato. Nesse caso, besunte a tábua nova seguidas vezes, quantas vezes forem necessárias até ela ficar com uma cor homogênea. Faça intervalos entre as camadas e, após a absorção da última camada, retire o excesso com o papel toalha ou um pano seco e limpo.

Atenção! Nunca use verniz na sua tábua. O verniz tem componentes tóxicos. À medida que a faca entra em contato com a madeira envernizada, pequenas lascas de verniz podem se soltar e acabar sendo incorporadas à comida. A ingestão de um material tóxico é obviamente nociva ao nosso organismo.

 

#2 Manutenção

Mensalmente, você deve fazer uma manutenção à sua tábua de corte. Isso evita que a tábua fique fosca, demore para secar depois de ser lavada e perca a impermeabilidade de que falamos a propósito da selagem.

Em vez de óleo de cozinha ou óleo mineral, uma alternativa é usar cera de abelha ou óleo tungue, encontrados em lojas especializadas. Esses produtos ajudam a manter a tábua impermeável e diminuem a passagem de sabor e de aroma da madeira para o nosso alimento.

 

#3 Muito importante: lavagem

Higiene na cozinha é fundamental e com a tábua de madeira os cuidados devem ser redobrados. Como lavar essa superfície da melhor forma? Note que sabão e detergente são produtos químicos que removem a gordura com facilidade, mas podem ser agressivos a certos tipos de madeira. Então, caso a tábua não tenha sido usada para alimentos com odores fortes, o melhor é enxaguá-la na água fria, sem esponja mesmo. A água quente deve ser usada somente quando a gordura foi daquelas insistentes, pois ela retira a camada impermeável, tornando a manutenção mais frequente.

Se a superfície estiver muito suja, vale apostar no sabão e na esponja. Tente evitar usar o lado áspero dela e tenha em mente que, se fizer isso, também será preciso reforçar a manutenção com óleo depois de a tábua secar. É importante também fazer uma limpeza mais profunda de vez em quando.

Para isso, você pode usar limão ou vinagre ou uma solução com água sanitária, que mata os micro-organismos impregnados na superfície de uma forma mais eficaz. Misture 1 colher de chá de água sanitária e 950 ml de água em uma garrafa spray. Feche, aperte e chacoalhe bem para misturar o produto. Borrife a mistura na madeira e deixe descansar por 10 minutos ou mais. Depois enxágue muito bem, com muita água corrente. Esse procedimento é especialmente importante na tábua de carne e aves cruas.

Se a tábua apresenta um cheiro forte, uma dica para a desodorização é jogar pitadas de sal quando ela estiver ainda molhada. O sal absorve a umidade nas rachaduras e incisões e elimina as bactérias entranhadas na madeira. 

Última coisa propósito desta terceira dica: não lave a tábua em máquina de lavar.

 

#4 Secagem

Depois de lavar a sua tábua, é preciso que deixá-la secar antes de usar novamente. Saiba que secar esse material ao sol pode criar rachaduras na madeira – isso é ruim porque aumenta a chance de que bactérias e microrganismos se instalem nesses espaços.

Então, o ideal é deixar esse utensílio secar em local bem ventilados e à sombra. A madeira deve estar bem seca, caso contrário ela pode embolorar e, com isso, até mesmo causar problemas de saúde. Guarde-a em um local seco e arejado.

 

#5 Lixar

Você pode lixar a tábua de madeira usando folhas de lixa grão 120 a 220, dependendo da densidade do material. Quando a superfície estiver lisa, tire o pó com papel tolha. Não é necessário lavar, pois a próxima etapa será selar o material – é só repetir os procedimentos da nossa primeira dica.

Gostou das dicas? Por falar em tábuas de corte, a Mateando tem uma seleção de faca em modelos com corte  para churrasqueiro nenhum botar defeito! Vem espreitar as opções aqui. Por hoje é tudo. Para acompanhar os próximos destinos, siga as nossas redes sociais: clique aqui para curtir a nossa página no Facebook e no Instagram.

Até o próximo post!

 

Roder Cypriano

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Liberdade, igualdade e humanidade. Esses são os valores exaltados durante a Semana Farroupilha, a celebração que tem por objetivo cultuar as tradições gaúchas e homenagear os líderes da Revolução Farroupilha.

Tão importante que é regulado por uma lei estadual e regulamentada por um decreto, o evento mobiliza todo o estado do Rio Grande do Sul, por meio de iniciativas da Fundação Instituto Gaúcho de Tradição, do Movimento Tradicionalista Gaúcho, do setor público e também do comércio e das indústrias. Anualmente, as celebrações se estendem do dia 13 de setembro até por volta do 20 do mesmo mês, data que marca o início da Revolução Farroupilha.

Relembrar o passado é também uma forma de mantermos vivas as nossas tradições. Por isso, no post de hoje, evocamos os eventos históricos que deram origem a essa tão importante celebração do nosso estado e mostramos como a festança aconteça de norte a sul do Rio Grande. Continue a leitura e saiba mais!

Um pouco de história

A Revolução Farroupilha é um momento histórico muito importante não só para o sul, mas para todo o Brasil. Trata-se do mais longo e um dos mais centrais movimento de revolta civil do país, que durou de 1835 a 1845.

Podemos dizer que a origem dessa revolta remonta especialmente a 1821, quando o governo central passou cobrar taxas pesadas sobre a circulação de produtos rio-grandenses, como charque, erva-mate, couros, sebo e graxa. Além disso, aumentou a taxa de importação do sal, insumo importante para a fabricação do charque, principal produto comercializado pelo estado. Essas medidas do governo foram aumentando a insatisfação das elites locais.

Inspirados por ideias republicanos e liderando homens armados, no amanhecer do dia 20 de setembro de 1835, os militares Gomes Jardim e Onofre Pires entraram em Porto Alegre e declararam a separação do território brasileiro e a formação da República Rio-grandense. A esse dia, sucedeu-se uma longa série de acontecimentos e confrontos, que contaram também com a participação de escravizados e negros libertos e tiveram como protagonistas nomes como Bento Gonçalves, David Canabarro e Giuseppe Garibaldi.

A revolta terminou oficialmente com um acordo firmado entre o governo e os farroupilhas, garantindo, entre outras ações, taxação em 25% sobre o charque estrangeiro e a anistia para os revolucionários.

A primeira Semana Farroupilha

Em 1947, o estudante João Carlos D’Ávila Paixão Côrtesu e um grupo de amigos do Colégio Estadual Júlio de Castilhos, de Porto Alegre, resolveu criar um Departamento de Tradições Gaúchas, com o objetivo de preservar e promover as tradições gaúchas que estavam esquecidas. Sendo assim, procuram o Major Darcy Vignolli, então responsável pela organização das festividades da “Semana da Pátria”, e expressam o desejo de participar dos festejos. Então, propuseram a retirada de uma centelha do Fogo Simbólico da Pátria para transformá-la em “Chama Crioula”, que seria o símbolo da união indissolúvel do Rio Grande ao Brasil.

O major convidou Paixão Côrtes para montar uma guarda de gaúchos pilchados tradicionalmente em honra ao herói farrapo David Canabarro. O estudante reuniu ao todo oito homens, que ficaram conhecidos como “Grupo dos Oito” ou “Piquete da Tradição”. Eles conduziram as bandeiras do Brasil, do Rio Grande do Sul e do Colégio Estadual Julio de Castilhos e retiraram a centelha que originou a primeira “Chama Crioula” e que ardeu em um candeeiro crioulo até a meia noite do dia 20 de setembro, quando foi extinta durante a realização de um baile tradicional gaúcho.

Essa pode ser tida como a primeira Semana Farroupilha. Anos mais tarde, já na Ditadura Militar, em 11 de dezembro de 1964, a Lei nº 4.850 oficializou os festejos. Essa lei foi depois alterada pela Lei n.º 8.715, de 11 de outubro de 1988 e regulamentada por decreto. O texto legal dispõe que a Semana Farroupilha celebra e homenageia a “memória dos heróis farrapos”.

As comemorações

São diversas as formas de comemoração da Semana Farroupilha. Churrascos, rodas de chimarrão, músicas, danças, comidas típicas, pilchadas, rodeio, competições de laço, rédeas, gineteadas, venda de produtos nativistas e projetos culturais marcam as atividades, que se estendem por mais de 30 regiões do Rio Grande do Sul e atraem anualmente um público estimado em mais de 1 milhão de pessoas.

O tradicional costelão no chão é um dos destaques da festa. As costelas bovinas são assadas à moda campeira, em fogo de chão. Temperadas com antecedência, elas vão para o fogo às 07 da manhã e só são retiradas por volta das 13h. Há também os tradicionais desfiles nas ruas rio-grandenses, em que as moças envergam vestidos de prenda e os homens vão de bombacha, lenço, guaiaca e chapéu.

Neste ano de 2019, o Movimento Tradicionalista Gaúcho escolheu como tema dos festejos farroupilhas o mote “Vida e Obra de Paixão Côrtes”, que faleceu em agosto de 2018. A programação completa pode ser encontrada aqui.

Bom, por hoje, é tudo! Desejamos aos gaúchos de todas as querências uma excelente comemoração da Semana Farroupilha. Ah, e já sabe: para não perder os nosso próximos conteúdos sobre a cultura rio-grandense, é só seguir também as nossas redes sociais – estamos no Facebook e no Instagram. Até o próximo post!

Roder Cypriano

Mateando

Chimango ou Maragato? Diz-me que lenço usas e dir-te-ei quem és! Pelo menos, lá pelo final do séc. XIX era assim: o lenço usado nas plagas rio-grandenses servia para distinguir duas fações políticas com ideias opostas. Cada um desses grupos defendia formas diferentes de governar o Sul do país no contexto pós-independência de Portugal, o que acabou dando origem à famosa Revolução Federalista (1893-1895), uma luta para conquistar maior autonomia para o Rio Grande do Sul em relação à recém-proclamada República brasileira. 

 

Nessa época da Revolução Federalista, os Chimangos, que apoiavam o governo central, usavam o lenço braço, e os Maragatos, contrários à política exercida pelo governo federal, exibiam o lenço vermelho. Uma terceira cor era também utilizada: o preto, que indicava uma pessoa que passava por um período de luto.  

 

Contudo, é importante referir que muito antes do século XIX essa peça indumentária já tinha tradição em terras gaúchas. Na época das missões jesuíticas, os tecidos foram introduzidos na região e usados na fabricação de roupas, substituindo progressivamente os couros usados pelos índios. Com algumas tiras que sobravam da costura das peças essenciais, as pessoas prendiam os cabelos, afastando-os da região dos olhos, para que não atrapalhassem as caçadas e outras atividades. Alguns ainda usavam os cabelos puxados para trás, amarrado por um pedaço de tecido. Essa faixa na cabeça era denominada de “vincha”. 

 

Com o passar do tempo e o início do corte dos cabelos, essa moda deixou de ter utilidade. O pedaço de pano desceu, então, da cabeça para o pescoço e foi se popularizando progressivamente. Portanto, o lenço não surgiu como um adorno, mas, sim, como uma forma de dar serventia à vincha. 

 

Hoje, já felizmente em tempos de paz, a peça continua a estar presente na pilcha, a tradicional vestimenta do gaúcho, ocupando um lugar de prestígio e de destaque, de acordo com as regras instituídas pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG). Novas cores ganharam lugar para além do branco e do vermelho e o nó dado de diferentes maneiras ganhou diferentes simbologias. 

 

Para você que não quer fazer feio na hora de arrematar a pilcha com um toque de capricho, reunimos neste post tudo o que você precisa saber para acertar na hora de escolher o lenço e o nó da sua preferência.  Continue a leitura e fiquei por dentro de tudo! 

 

Tudo o que você precisa saber sobre o lenço 

 

Segundo o MTG,  as cores permitidas para os lenços feminino e masculino são vermelho, branco, azul, verde, amarelo, carijó, marrom e cinza. Normalmente, os lenços para adultos têm até um metro quadrado. É sempre aconselhado usar o lenço inteiro, embora muitos optem por cortá-lo ao meio, para que não fique delgado demais. Contudo, há que se ter cuidado com essa prática para que a peça não seja confundida com uma tira ou uma fita, o que não é reconhecido pelo MTG.  

 

Os pacholas devem ter especial atenção ao tamanho dos nós, respeitando a medida máximo de 25cm a partir deste; se optar pelo uso do passador de lenço, a medida pode ser até 30 cm a partir deste. Os passadores são permitidos apenas nos materiais à base de metal, couro ou osso. 

 

Abaixo, vejamos em detalhe os principais tipos des. 

 

– Republicano 

Também chamado de farroupilha” ou “crucifixo”, é usado em lenços de cores vermelha, colorada, verde, preta e preto-branca. No centro, aparece o nó farroupilha e dos lados escapam dois braços, como de uma cruz – daí também o nome “crucifixo”. Uma vez que este é considerado por muitos um dos mais belos tipos de nós gaúchos – e também um dos mais difíceis de fazer, abaixo segue a descrição passo a passo para ele: 

 

– Enrole o lenço e coloque-o à volta do pescoço; 

– Pegue uma das extremidades e faça um movimento como quem vai dar um nó, mas deixando espaço livre; 

– Pegue a outra extremidade e passe-a por dentro desse espaço; 

– Com essa mesma extremidade, faça o mesmo movimento do lado oposto, como quem vai completar um novo nó; 

– Pegue as duas partes dos nós formados e cruze-os, puxando as extremidades.  

– Faça os ajustes necessários e, pronto! eis o nó farroupilha. 

 

Segundo simples ou à moda Chimango   

Laço à moda Chimango

Este nó também pode ser dado em lenços nas cores: azul-claro, azul-escuro, verde, amarelo, branco, preto, preto-branco, verde-claro, bege, marrom, vermelho-branco, bicolor e multicor.

 

Quatro cantos, rapadura ou à moda Maragato 

Aceita-se este nó também em lenços vermelhos, colorados, pretos e preto-brancos.

Pachola

Laço Pachola

Possui duas posições, destro e canhoto, identificando, assim, o peão que o usa. Pode ser usado em lenços de todas as cores, exceto em preto e preto e branco.  

Namorado

Laço Namorando

Possui três posições dependendo de quanto os nós são afastados. São elas: apaixonado, se o nó estiver apertado; querendão, se houver espaço entre os nós; e livre, se o espaço se alargar. Pode ser usado em lenços de todas as cores. 

É importante referir que, muitas vezes por falta de conhecimento, os pacholas optam por usar lenços pequenos e com estampas coloridas, dando, de fato, a impressão de que estão usando echarpes. Muitas mulheres usam uma fita fina no pescoço ou mesmo envergam a peça na cabeça. Essas práticas não são corretas. 

O MTG chama a atenção para o fato de que a pilcha não é uma fantasia repleta de itens sem significado. Cada componente da indumentária gaúcha tem uma razão de ser por força da tradição e da história, o que é preciso respeitar. Um lenço esvoaçando ao vento é mais do que peça de vestuário; é uma marca registrada da cultura de todo um povo, é “relíquia de um tempo, herança dos ancestrais”, conforme cantou o poeta Antônio Francisco de Paula. Assim, escolha o seu nó preferido e siga as nossas dicas que você irá fazer bonito.  

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Fonte das imagens:  

https://bit.ly/2WZGkxY. Acesso em: 09 abr. 2019. 

https://bit.ly/2KnxuJi. Acesso em: 09 abr. 2019. 

Foto exclusiva de FagnerAlmeida 

 

Mateando 

A cultura gaúcha está espalhada por todo o Brasil e de modo algum se limita às plagas de um único estado. Em Rondônia, é comum ver famílias dos ditos pioneiros reunidas à volta de uma cuia aos fins de tarde; em São Paulo, as crianças têm aulas de rancheira, maçanico ou chimarrita como manda o Manual de Danças Gaúchas”; em Roraima, o CTG de Boa Vista é a maior associação civil do estado; em Floripa, 12% da população local é do Rio Grande do Sul.  

 

A verdade é que, mesmo com essa vocação migratória, os gaúchos são um povo que souberam como ninguém conservar e promover suas raízes e tradições. Nesse sentido, não há nada que se assemelhe em outros movimentos culturais brasileiros – basta pensarmos, por exemplo, que não existe um “Centro de Tradições Cariocas”.  

 

Esse apego às raízes revela-se desde as músicas e as danças até as vestimentas. Estas, por sua vez, refletem as necessidades, a cultura e o tipo de vida do povo gaúcho. Tanto assim é que os trajes tradicionais do Rio Grande são objeto de uma lei estadual, datada de janeiro de 1989, que oficializa como traje de honra e de uso preferencial nas terras rio-grandenses, para ambos os sexos, a indumentária denominada de “pilcha gaúcha” ou apenas “pilcha”. Será considerada digna desse nome somente aquela que, com autenticidade, reproduza com elegância, a sobriedade da indumentária histórica dos gaúchos, conforme os ditames do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG). Esse traje pode mesmo substituir o traje convencional em todos os atos oficiais, públicos ou privados, realizados no estado. 

 

No post de hoje prestamos uma homenagem à pilcha. Trazemos dicas imperdíveis para o pachola que não quer fazer feio e revisitamos as principais regras a serem respeitadas na escolha dos componentes dessa vestimenta. Continue a leitura e saiba mais! 

 

Primeiro, algumas dicas importantes 

Historicamente a indumentária gaúcha pode ser dividida em quatro fases: 

  • Chiripá primitivo (1730-1820) 
  • Braga (1730-1820) 
  • Chiripá farroupilha (1820-1865) 
  • Bombacha (1865 até dias atuais)  

 

Então, sabendo dessas fases, tenha cuidado com a chamada “mambiragem”. Ela acontece quando o pachola usa uma vestimenta desorientada temporalmente. Assim, um exemplo de mambiragem acontece quanto a parte de cima é de 1800 e a parte de baixo, de 1900; ou quando a bota é de 1800 e o pachola apresenta-se à moda de Braga, que não usava bota. A bombacha – outro exemplo – foi introduzida no Rio Grande somente em 1870; assim, se o gaúcho usa esse item, o resto do traje deve ser da mesma época. Por outras palavras, a pilcha deve ser coerente e coordenada. Para isso, é essencial saber o que se está vestindo e a história por detrás de cada peça. 

 

– Outras dicas muito importantes: é necessário pilchar-se conforme o bolso manda; pilchar-se conforme o clima manda; e pilchar-se conforme o ambiente ao qual se vai. O pachola deve vestir-se de acordo com as suas posses – se não pode adquirir peças tão caras, não é isso que irá tirar o brilho da pilcha. Arrumar-se conforme o clima é essencial. Em janeiro, no verão, não é necessário usar o paletó por cima do traje; no inverno, em julho, não use camisa curta. Do mesmo modo, é necessário ter atenção à adequação ao lugar onde se usa a pilcha. Por exemplo, uma pilcha campeira não deve ser usada em qualquer lugar. Para ir a um fandango ou ao CTG, prefira sempre a pilcha social.  

 

– Não dance de espora, nem mesmo usando como desculpa a ideia de que ela “faz barulho” e ajuda a alegrar na dança. Afinal de contas, a espora fica nos arreios depois do apeiro e não acompanha o pachola. 

 

Última dica: tire o chapéu dentro do CTG, principalmente na presença de prendas. 

 

Como deve ser a pilcha 

Basicamente, há três tipos de pilchas: a pilcha para atividades artísticas e sociais; a pilcha campeira; e a pilcha para a prática de esportes. 

 

Por ser a forma mais comum e importante, o nosso foco será a pilcha para atividades artísticas e sociais. Os itens dela são: bombacha, camisa, colete, bota, cinto, chapéu, paletó, lenço, faixa (opcional), pala (opcional) e faca (apenas para apresentações artísticas). 

 

A seguir, considerando as normativas do MTG, destacamos algumas das principais características a serem respeitadas ao escolher alguns dos itens mais importantes da pilcha. Vejamos: 

  

Bombacha

– As bombachas deverão estar sempre para dentro das botas. 

– Prefira as cores sóbrias ou neutras, como marrom, bege, cinza, azul-marinho, verde-escuro, branca. Fuja das cores agressivas, fosforescentes, contrastantes e cítricas, como vermelho, amarelo, laranja, verde-limão e cor-de-rosa. 

 – Os favos e enfeites de botões devem ser do tamanho daqueles utilizados nas camisas. Estão vedados os de metal. O uso desses itens depende da tradição regional.  

As bombachas podem ter, nos favos, letras, marcas e botões; os desenhos deverão ser idênticos em uma e outra pernas. 

 

Camisa 

– Evite o xadrez e os estampados. 

O tecido deve ser preferencialmente de algodão, tricoline, viscose, linho ou vigela, microfibra (não transparente) e Oxford. 

– Se usar um riscado, deve ser discreto.  

– A gola deve ser social, abotoada na frente, em toda a extensão, com punho ajustado com um ou mais botões. 

  

Botas 

– Devem ser de couro liso, nas cores preto, marrom (todos os tons) ou couro sem tingimento. Evite o branco. Bordados e palavras escritas também não são recomendáveis. 

Normalmente, o cano vai até o joelho. O solado deve ser de couro, podendo ter meia sola de borracha ou látex. A altura máxima deve ser de um centímetro. 

 

Cinto (ou guaiaca) 

– O material deve ser de couro, podendo ser na cor amarela. São admissíveis de uma a três guaiacas internas ou não. 

– As fivelas são apenas de uma ou duas frontais com, no mínimo, sete centímetros de largura. 

 – Evite o cinto com rastra – enfeite de metal com correntes na parte frontal 

 

Chapéu 

– As abas devem ser a partir de 6 cm. 

– A copa deve ser usada de acordo com as características regionais. 

– O barbicacho pode ser de couro ou crina, podendo ter algum enfeite de metal ou uma fivela para regulagem. 

– Não use boinas e bonés – apenas chapéu. A boina basca representa mais uma tradição da Argentina e, portanto, não é considerada parte da pilcha. 

 

Colete 

– Se usar paletó, o pachola poderá dispensar o colete. 

– O colete deve tradicional, sem mangas e sem gola, com uma única carreira de botões na frente, podendo ser usado abotoado ou não.  

– Atenção: o colete deve ser da mesma cor das bombachas, podendo ser tom sobre tom. 

– O tecido deve ter o mesmo padrão da bombacha. 

 

Lenço 

– As cores são vermelho, branco, azul, verde, amarelo, carijó, marrom e cinza. 

– No caso do uso com algum tipo de nó, a medida deve ser de 25 cm a partir desse adorno. Com o uso do passador de lenço, são 30 cm a partir dele. 

– Os passadores devem ser de metal, couro ou osso. 

 

Com essas dicas, garantimos: é impossível fazer feio! Por hoje é tudo, mas no próximo post será dedicado ao traje da prenda – você não pode perder! Então, não se esqueça: para acompanhar os todos conteúdos do nosso blog e não perder as novidades, é só assinar a nossa Newsletter agora mesmo. Siga também as nossas redes sociais – estamos no Facebook e no Instagram. 

  

Fontes e pesquisa: 

Maragato: A pilcha e seus significados. Acesso em: 19 mar. 2019 

Diretrizes para a pilcha gaúcha traje atual. Acesso em: 19 mar. 2019. 

 

Equipe Mateando 

Foto exclusiva de Fagner Almeida 

Matear, gervear, chimarrear, amarguear, verdear, apertar um mate ou simplesmente tomar um amargo. Se os limites da linguagem são os limites do nosso mundo, as inúmeras maneiras de se referir ao simples ato de apreciar um bom e velho chimarrão testemunham o amor infindo de um povo por uma bebida.  

Para um sulista, poucas memórias serão tão afetuosas quanto os momentos de convivência aos fins de tarde embalados pelas conversas à volta de uma boa cuia. Além disso, trata-se de uma bebida que faz bem à saúde; ela é rica em vitaminas e minerais, perfeita para acelerar o metabolismo e faz bem para o coração. 

 

No dia 24 de abril, comemora-se o Dia do Chimarrão. A data foi pensada como uma forma de celebrar este que é um dos mais emblemáticos símbolos da nossa cultura.  Na Mateando, prestamos a nossa homenagem ao chimarrão, mostrando sete diferentes maneiras de preparar a bebida – uma para cada dia da semana. Desafiamos você a provar cada uma delas e a redescobrir jeitos de preparar o amargo!  

 

Vamos lá! Você vai precisar de uma colher ou espátula, da cuia, da bomba, da erva-mate (comum e peneirada) e de água quente a 70 ºC. Há uma receita em que também precisará de um prego grande.  

 

Vejamos a seguir as sete maneiras. 

 

#1 Chimarrão tradicional – segunda-feira 

Modo de preparo: 

  1. Coloque uma colher de erva-mate no fundo da cuia, para dar sabor.
  2. Adicione água quente (a aproximadamente 70ºC) até o pescoço da cuia.
  3. Coloque a bomba dentro da cuia e posicione.
  4. Cubra a cuia com 2/3 de erva-mate.
  5. Espere 5 minutos antes de beber para dar tempo de a erva inchar. Temos aí o chimarrão tradicional.

 

#2 Chimarrão invertido – terça-feira 

Modo de preparo: 

  1. Coloque uma colher de erva-mate no fundo da cuia, para dar sabor.
  2. Adicione água quente (a aproximadamente 70ºC) até o pescoço da cuia.
  3. Coloque a bomba dentro da cuia e posicione.
  4. Cubra toda a abertura da cuia com erva-mate.
  5. Com auxílio de uma colher, empurre a erva-mate, pressionando suavemente.
  6. Do lado oposto da bomba, puxe a erva em direção ao centro, criando um espaço.
  7. Umedeça essa abertura e empurre a erva para dentro, até alcançar a água no fundo da cuia. 
  8. Ajeite a erva-mate e pronto – é só saborear

 

#3 Chimarrão tapado – quarta-feira 

Modo de preparo: 

  1. Coloque uma colher de erva-mate no fundo da cuia.
  2. Adicione água quente até o pescoço da cuia.
  3. Coloque a bomba dentro da cuia e posicione-a.
  4. Cubra toda a abertura da cuia com a erva-mate.
  5. Com o auxílio de uma colher, firme a erva-mate sobre a água, pressionando suavemente.
  6. Faça um movimento circular com a bomba e umedeça a erva, estruturando a abertura para servir o mate. Pronto! Agora é só saborear.

 

#4 Chimarrão dos namorados – quinta-feira 

Modo de preparo: 

  1. Coloque uma colher de erva-mate no fundo da cuia.
  2. Adicione água quente até o pescoço.
  3. Coloque as duas bombas dentro da cuia e posicione-as uma de frente para a outra.
  4. Cubra toda a abertura da cuia com erva-mate.
  5. Com o auxílio de uma colher, pressione a erva-mate sobre a água, pressionando suavemente.
  6. No centro da cuia, entre as duas bombas, faça uma marca na erva-mate com aproximadamente 1 cm de largura e 1 cm de profundidade.
  7. Umedeça essa abertura com algumas gotas de água e empurre a erva para dentro, até alcançar a água no fundo da cuia.
  8. Pronto! É só saborear.

  

#5 Chimarrão apaixonado – sexta-feira 

Modo de preparo: 

  1. Coloque uma colher de erva-mate no fundo da cuia.
  2. Adicione água quente até o pescoço.
  3. Coloque a bomba dentro da cuia, posicionando-a.
  4. Cubra toda a abertura da cuia com erva-mate.
  5. Com auxílio de uma colher, afirme a erva-mate sobre a água, pressionando suavemente até emparelhar com as bordas da cuia.
  6. Cubra com o pó de erva-mate peneirada e alise a parte superior.
  7. Com auxílio de uma colher, desenhe um coração na superfície da erva.
  8. Coloque o pó da erva-mate peneirada dentro desse desenho e vá modelando o coração.
  9. Ao lado da bomba, faça uma marca na erva-mate com aproximadamente 1 cm de largura x 1 cm de profundidade.
  10. Umedeça essa abertura com algumas gotas de água e empurre a erva para dentro até alcançar a água no fundo da cuia. 
  11. Peneire com um pouco de pó de erva-mate ao redor do coração. Pronto: temos aí um mate apaixonado!

  

#6 Chimarrão do prego – sábado 

Modo de preparo: 

  1. Coloque uma colher de erva-mate no fundo da cuia.
  2. Adicione água quente até o pescoço.
  3. Coloque a bomba dentro da cuia, posicionando-a.
  4. Cubra toda a abertura da cuia com erva-mate.
  5. Com auxílio de uma colher, pressione a erva-mate sobre a água, pressionando suavemente.
  6. Perto da borda da cuia, do lado oposto à bomba, faça uma marca na erva-mate com aproximadamente 1 cm de largura x 1 cm de profundidade.
  7. Umedeça essa abertura com algumas gotas de água e empurre a erva para dentro, até alcançar a água no fundo da cuia. 
  8. Coloque um prego (grande) como decoração. Quando alguém perguntar “Pra que o prego, hein?”, responda: “Mexa no prego, mas não mexa na bomba!”. Pronto, temos aí o mate do prego!

                                                             

#7 Chimarrão formigueiro – domingo 

Modo de Preparo: 

  1. Coloque uma colher de erva-mate no fundo da cuia.
  2. Adicione água quente até o pescoço.
  3. Coloque a bomba dentro da cuia, posicionando-a.
  4. Cubra toda a abertura da cuia com erva-mate.
  5. Com auxílio de uma colher, pressione a erva-mate sobre a água, pressionando suavemente.
  6. No centro da cuia, faça uma marca na erva-mate com aproximadamente 1 cm de largura x 1 cm de profundidade.
  7. Umedeça essa abertura com algumas gotas de água e empurre a erva para dentro, até alcançar a água no fundo da cuia. 
  8. Utilize um pouco mais de erva-mate para modelar uma espécie de formigueiro”, no tamanho que desejar. Está pronto o último tipo de chimarrão da semana!

  

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Equipe Mateando 

Foto exclusiva de Fagner Almeida 

O ritual da partilha é uma manifestação universal do ser humano, presente em diversas ocasiões e culturas. Seja ao dividir uma refeição ou ao ouvir o desabafo de um amigo, o ato de partilhar, firma um sentimento de comunhão e pertencimento entre as partes, como gesto próprio do afeto desinteressado. 

Para muitos sulistas, o chimarrão é essencialmente isso: um ritual de partilha. Sentar na frente de casa, ao fim de um dia cansativo de trabalho, reunindo a família à volta de uma cuia de chimarrão e de uma boa conversa – são quiçá poucos os que, no Sul, não guardam boas lembranças dessas ocasiões na memória. Se pensarmos que o chimarrão é apreciado não somente nos estados sulistas, mas também em outras regiões do país, como a Sudeste, a Centro-Oeste e até mesmo a Norte, podemos afirmar que esta é uma das bebidas mais democráticas e emblemáticas do nosso país.   

Não espanta que, com toda essa popularidade, o mate amargo esteja envolvo em uma miríade de lendas populares que foram passadas de geração em geração. Você sabia que na capital do estado de Rondônia, Porto Velho, há um bairro chamado Caiari”, nome que tem tudo a ver com a lenda da erva-mate? O post de hoje é precisamente dedicado a uma das mais curiosas histórias à volta do chimarrão. Continue a leitura e saiba mais em seguida! 

 

A lenda da ervamate   

Como surgiu a ervamate?   

Há muitos e muitos anos, uma tribo guarani procurava um novo lugar para assentar – um lugar onde a caça fosse farta e a terra, fértil.  Aos poucos, eles foram migrando, sem reparar que um dos anciães da tribo dormia tapado por couros em uma cabana. Quando esse velho acordou, ele se viu só, sem ninguém para cuidar dele. O velho então se levanta e põe-se a caminhar. Então, dá de caras com uma bela e jovem índia. Era Yari, sua filha mais nova, que não teve coragem de abandonar seu pai. Ficaram, então, os dois morando ali, pois o velho era de compleição demasiado frágil para uma viagem longa. 

Numa tarde de inverno, o velho, entretido no mato colhendo algumas frutas, assustou-se ao ver a folhagem próxima em movimento. Pensou que se tratava de uma onça, mas eis que surge um homem branco muito forte, vestido com roupas coloridas. 

O homem então se aproximou e disse: 

Venho de muito longe e há dias ando sem parar. Estou cansado e queria repousar um pouco. Poderia, por favor, arranjar-me uma rede e algo para comer? 

Sem hesitar, o velho índio aquiesceu, mesmo tendo comida escassa para ele e para a filha.  

Quando chegaram à cabana, o visitante foi apresentado a Yari. Ela, então, acendeu o fogo e preparou algo para o homem comer. Depois de jantarem, foram todos dormir. 

Ao amanhecer, viram que o homem branco havia caçado em agradecimento por toda a hospitalidade. 

Vocês merecem muito mais!, afirmou o homem. Tupã está preocupado com a saúde de vocês e por isto me enviou. Em gratidão por tanta bondade, eu vos concedo um presente. 

O estranho mostrou ao velho uma erva e explicou: 

Esta é a erva-mate. Plante-a e deixe que ela cresça, faça-a multiplicar-se. Você deve arrancar-lhe as folhas, fervê-las e tomar como chá. Suas forças se renovarão e você poderá voltar a caçar e fazer o que quiser.   

Em seguida, dirigindo-se a Yari, disse: 

Por ser tão boa filha, a partir deste momento você passará a ser conhecida como Caá-Yari, a deusa protetora dos ervais. Cuidará para que o mate jamais deixe de existir e fará com que os outros o conheçam e bebam a fim de serem fortes e felizes. 

Muitos anos se passaram, até que, em uma tribo próxima dali, após uma celebração regada a bebida alcoólica, dois jovens índios a começaram a discutir e a brigar. Eram Piraúna e Jaguaretê. No furor da briga, Jaguaretê empunha um tacape e mata Piraúna, ao que é então detido e amarrado ao poste das torturas. Pelas leis da tribo, os parentes do morto poderiam executar o assassino. Trouxeram imediatamente o pai de Piraúna para que ordenasse a execução. Contudo, o velho, em um ato de clemência, resolve poupar Jaguaretê, apenas expulsando-o da tribo e jogando-os nos braços de Anhangá, o espírito mau da mata.  

Passadas muitas décadas, alguns índios daquela mesma tribo aventuravam-se na mata fechada em busca de caça. Eis que encontram uma cabana e, aproximando-se com cuidado, encontram um homem muito forte e sorridente. Muito embora seus cabelos estivessem totalmente brancos, sua fisionomia era de um jovem. O homem ofereceu-lhes, então, uma bebida desconhecida e identificou-se então como sendo Jaguaretê. Era o membro expulso da tribo e a bebida era o mate.   

O homem contou que, quando fora abandonado à sua sorte na mata, muito vagou; exausto e cheio de remorso, a certa altura jogou-se ao chão e pediu para morrer. Acordou apenas com a visão de uma índia de rara beleza que, se apiedando dele, lhe disse: 

Meu nome é Caá-Yari e sou a deusa das ervas. Tenho pena de você, pois está fraco e debilitado. Eis aqui está bebida, que o deixará forte e ajudará na sua recuperação.  

Ele levantou-se e foi levado até uma estranha planta. 

Esta é a erva-mate, disse Yari. Cultive-a e a faça multiplicar. Depois prepare uma infusão com suas folhas e beba o chá. Seu corpo permanecerá forte e sua mente clara por muitos anos. Não deixe de transmitir a quem encontrar o que aprendeu sobre mate. 

Jaguaretê ofereceu a erva aos seus outrora companheiros de tribos.  Esses índios voltaram e contaram aos outros o que haviam ouvido. Toda a tribo adotou o costume de beber da verde erva, amarga e gostosa, que dava força e possibilitava o convívio amigo, transformando mesmo as horas mais tristonhas e solitárias. O mate foi plantado e multiplicou-se; a tradição foi se espalhando e o uso chegou até nós. 

 

O nome do bairro portovelhense que citamos no início, Caiari, resulta do aportuguesamento de Caá-Yaríi”, a deusa da erva mate.  Conhecer lendas como esta que acabamos de apresentar é tomar conhecimento de parte da nossa cultura e da nossa história, como forma de um testemunho vivo do encanto que o chimarrão causa em todo um povo.  

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